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Este conjunto do Estoril está ainda a alguma distância de se considerar
uma equipa a toda a acepção da palavra.
Ante o Amora, foi notória a ainda falta de entrosamento, quando
(e foi logo a partir dos 14'), os visitantes se adiantaram no marcador.
A menor produtividade neste jogo da dupla de excelentes centro campistas,
Pinheiro e Paulo Sousa, não conseguiu "pegar no jogo", tornando
o futebol da sua equipa numa peleja muito corpo a corpo, com lutas
directas constantes aqui e ali eivado de alguma mostra de técnica,
mas sem aquela superior categoria que lhe é reconhecida.
É bem verdade que este Amora tem uma boa equipa, que se defendeu
com unhas e dentes e onde o seu guarda redes brilhou a grande altura,
que apenas mais duas vezes se acercou com perigo, bastante por sinal,
da baliza canarinha, mas este terá sido o menos bom jogo conseguido
intra-muros.
Pensamos que para tal terá contribuído a ansiedade em dar a volta
ao marcador, assim como o extremo rigor posto na luta pelos da outra
banda.
Mas quando esta equipa se encontrar mais "trabalhada", com outros
automatismos (palavra agora tão em voga), não serão adversários
como este, apesar de muito buliçoso e com alguma habilidade, que
travarão o rumo ao "nosso" Estoril Praia.
Por outro lado, talvez a noção de que este encontro poderia catapultar
de vez a equipa, terá (oxalá não) inibido alguns dos seus elementos,
que não estarão nada habituados a sentirem sobre si as atenções
dos "média".
Mas até neste aspecto pensamos que está à frente quem sabe da poda
pois, sem querer aliviar a dita carga emocional, temos sentido que
a equipa técnica tem trabalhado a transição desta linha tão ténue
e que parece sem importância, mas que se tem revelado uma montanha
de difícil ascensão.
Segue-se a deslocação a Loulé, sempre difícil mas ao "nosso" alcance,
apesar do Louletano contar por vitórias os jogos disputados em casa.
Só que é ante este tipo de adversários que os canarinhos se sentem
melhor, pois os algarvios não se irão acantonar sobre a sua defesa
e possibilitarão abertas que poderão e deverão ser aproveitadas,
se queremos manter a onda de euforia que já se verifica. Foi bom
ver na Amoreira, neste último jogo, o número de presentes
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