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Pela
estrada que liga Lisboa a sintra há mistérios
por desvendar.
Queluz, com o seu imponente palácio de formas serpenteantes,
decoração harmoniosa e intimista, comtendo
no interior nobres e opulentos salões, magnifico
exemplo da residência real de veraneio dentro da
gramática arquitectónica, é local
obrigatório de visita.
Várias vezes comparado ao Palácio de Versailles,
difere do conjunto de D. Luis XIV no sentido da escala
e de proporções que a sua traça revela,
com uma distribuição de valores gráficos
mais equilibrada, dentro de um neoclassismo ainda muito
apegado ao formulário rococo.
Iniciado em 1747 pelo Infante D. pedro, apenas se assemelha
ao Palácio francês " Pavilhão
Robillion" onde interveio o grande mestre Jean Baptiste
Robillion.
Tudo o resto é bem português, nas escadas
e no próprio espirito artistico.
Também a caminho de Sintra já às
portas da Vila, encontra-se o Palácio do Ramalhão.
Pertencente ao ciclo de obras neoclassicas na região,
foi dinamizado por Luis Garcia de Bivar que ampliou um
antigo casal agricola já existente em 1740, transformando
a construção e o recinto numa vivenda palaciana.
Aí estanciou o escritor inglês William Beckford
quando da sua primeira vinda a Portugal em 1787 |
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| Agradecimentos |
Textos
em português e inglês gentilmente cedidos pela CM Sintra
Fotografia:
Nuno Antunes |
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