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O Turismo e o crescimento dos anos 30/40.
Da concessão única à reintegração na CP
           




A 1 de Janeiro de 1947 apenas uma companhia ferroviária sobreviveu à Concessão Única na CP, foi a Sociedade Estoril. Vinham longe os tempos dos Acordos Colectivos de Trabalho, dos encargos sempre crescentes com o pessoal, da necessidade dos anos 60 sem hipótese de amortização e, no após - Guerra a linha de Cascais apresentava os melhores coeficientes de exploração de toda a rede ferroviária portuguesa.

Naquela época, o presidente da CP chamava-se Fausto Cardoso de Figueiredpo, deputado à Câmara Corporativa, presidente da Câmara de Cascais, presidente da Junta de Turismo da Costa do Sol, empresário das sociedades Estoril (ferroviária) e Estoril Plage (turismo, termalismo, hotelaria...), detentor do papel ferroviário sobreavaliado da Beira Alta, com o qual gerou mais valias significativas, de uma empresa que não detinha meios para substitur as suas pontes...


Fausto de Figueiredo foi uma personalidade marcante ao longo do periodo da Monarquia ao Estado Novo e que confessava, que após entrar na estação do Estoril e depois de atravessar o primeiro andar do edificio da estação em Lisboa, quando finalmente se sentava no seu gabinete voltado ao rio, tinha visto metade da sua empresa.

Ao longo da margem a caminho do mar, mum desfilar cerrado entre canaviais ondulantes e o bordejar da água, num salpicar envolvente, num aparecer e esconder onde o olhar se nos prende, de luzes vivas, de cores densas, ali e mais à frente, ficam para trás cais repletos de silenciosas memórias partilhadas.

Ao longo da margem, a caminho do mar, corre uma das mais belas linhas ferroviárias portuguesas.

 

 

 


 

Os dados que apresentamos sobre a História da Linha do Estoril, fazem partede uma Exposição apresentada na Gare do Oriente, na Estação do Cais Sodré e no Instituto Superior Técnico, organizada conjuntamente pela Direcção Geral dos Transportes Terrestres, Rede Ferroviária Nacional - REFER EP e CP Caminhos de Ferro Portugueses, EP.

 

26.11.1926 - A Sociedade Estoril comunica à CP as condições do acordo a estabelecer com a Easter (5.000 libras).

23.08.1926 - Portaria (DG, II Série nº 197) constituindo uma comissão a fim de estudar a forma de evitar que a exploração eléctrica da linha férrea do Cais do Sodré a Cascais perturbe o regular funcionamento dos cabos submarinos.

22.12.1926 - Restabelecido o serviço de tracção eléctrica entre Lisboa e Cascais.

18.08.1928 - Inaugurada a nova estação do Cais do Sodré, segundo projecto do Arq. Pardal Monteiro.

31.12.1976 - Fim do contrato de subarrendamento da Linha de Cascais à Sociedade Estoril. Reintegração da linha na CP Caminhos de Ferro Portugueses, EP.

 

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