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A 1 de Janeiro de 1947 apenas uma companhia ferroviária sobreviveu
à Concessão Única na CP, foi a Sociedade Estoril.
Vinham longe os tempos dos Acordos Colectivos de Trabalho, dos encargos
sempre crescentes com o pessoal, da necessidade dos anos 60 sem
hipótese de amortização e, no após -
Guerra a linha de Cascais apresentava os melhores coeficientes de
exploração de toda a rede ferroviária portuguesa.
Naquela
época, o presidente da CP chamava-se Fausto Cardoso de Figueiredpo,
deputado à Câmara Corporativa, presidente da Câmara
de Cascais, presidente da Junta de Turismo da Costa do Sol, empresário
das sociedades Estoril (ferroviária) e Estoril Plage (turismo,
termalismo, hotelaria...), detentor do papel ferroviário
sobreavaliado da Beira Alta, com o qual gerou mais valias significativas,
de uma empresa que não detinha meios para substitur as suas
pontes...
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Fausto
de Figueiredo foi uma personalidade marcante ao longo do periodo
da Monarquia ao Estado Novo e que confessava, que após entrar
na estação do Estoril e depois de atravessar o primeiro
andar do edificio da estação em Lisboa, quando finalmente
se sentava no seu gabinete voltado ao rio, tinha visto metade da
sua empresa.
Ao
longo da margem a caminho do mar, mum desfilar cerrado entre canaviais
ondulantes e o bordejar da água, num salpicar envolvente,
num aparecer e esconder onde o olhar se nos prende, de luzes vivas,
de cores densas, ali e mais à frente, ficam para trás
cais repletos de silenciosas memórias partilhadas.
Ao
longo da margem, a caminho do mar, corre uma das mais belas linhas
ferroviárias portuguesas.
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Os
dados que apresentamos sobre a História da Linha do Estoril,
fazem partede uma Exposição apresentada na Gare do
Oriente, na Estação do Cais Sodré e no Instituto
Superior Técnico, organizada conjuntamente pela Direcção
Geral dos Transportes Terrestres, Rede Ferroviária Nacional
- REFER EP e CP Caminhos de Ferro Portugueses, EP.

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