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Nos
anos 30, com a concorrência da estrada, a solução
do "problema ferroviário" evoluiu em toda a Europa
para a concentração empresarial. Entre n´s, sob
a orientação da Lei 2008, da Coordenação
dos Transportes Terrestres, as negociações para o resgate
da Linha de Cascais apresentaram-se inultrapassáveis, perante
os valores formulados para o resgate.

Num período de forte expansão do mercado ferroviário
da Costa do Sol, aprofundado numa conjuntura mundial que reserva a
Portugal o papel de refúgio de pessoas e capitais, a Sociedade
Estoril, com a flexibilidade e pragmatismo das pequenas empresas,
retira desse período os seus anos de ouro, de forte crescimento
e expansão. |
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Uma exploração
ferroviária à zona, que já vinha do período
de tracção a vapor, a adopção da corrente
contínua para a tracção eléctrica, com
a utilização de material circulante de três
portas e o sistema de "unidades múltiplas" permitiu
uma maior flexibilidade na gestão do tráfego ao longo
do dia. A adopção de soluções técnicas
inovadoras como a frenagem e a engatagem automáticas, fazem
da Estoril, nesta época, o paradigma da modernidade no tecido
ferroviário português.
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"a electificação
desta linha destina-se a melhorar a exploração, principalmente
sob o ponto de vista de uma maior comodidade a oferecer ao público,
afim de provocar um rápido desenvolvimento do tráfego.
Esta maior comodidade consistirá, sobretudo, no aumento do
número de comboios diários e na menor duração
das viagens(...)"
In Manuel
Bello, Ante-Projecto de Electrificação do Ramal de
Cascais, Lisboa 1915
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