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A
abertura
à exploração pública do Ramal de Cascais,
com um conjunto de servidões de caminhos públicos e
privados, evidenciado por mais de 40 passagens de nível, com
estações e apeadeiros muito próximos, trouxe,
como não poderia deixar de ser, péssimos resultados
de exploração, agravados a partir de 1901, com a concorrência
da tracção eléctrica da Carris na sua linha Rossio
a Algés. Ao caírem para metade do custo da tarifa ferroviária,
os bilhetes dos "eléctricos" tornaram-se altamente
concorrenciais, no principal percurso com interesse que o ramal oferecia
(São José de Ribamar/Algés com os seus divertimentos
e a praça de touros constituia uma zona previlegiada para os
passeios dos lisboetas).
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Perante os frágeis resultados da exploração,
a única solução passava pela alteração
da tracção do vapor para tracção eléctrica.
A solução
encontrada de arrendamento da Linha de Cascais à Sociedade
Estoril Sol de Fausto Cardoso de
Figueiredo, é o exemplo típico do cruzamento de
interesses entre a figura pública e o empresário privado.
Para o invertor dos "Estoris", e proprietário da
Quinta da Vianinha (a qual loteou), das termas, casino, hotéis
e outros interesses na "linha", o caminho de ferro apresentava-se
como um elemento estruturante dos seus negócios.
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"Na
política, Fausto de Figueiredo acompanhou João Franco
em tempos de Monarquia, e, proclamada a República, esteve
ao lado do Partido Republicano Português, sendo seu deputado
ao Parlamento. No Estado Novo foi deputado à Câmara
Corporativa. Foi vogal, também, do Conselho Superior do Comércio
Externo e da Comissão de Propaganda do Ministério
dos Negócios Estrangeiros."
In O Século
6.04.1950

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