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Obras de arte e material circulante
           


Igualmente, entre Pedrouços e Cascais não foi fácil expropriar propriedades na posse dos melhores nomes da burguesia oitocentista portuguesa, como os últimos metros do percurso à chegada a Cascais, junto do Duque de Palmela.




Foi também necessário convercer os militares do Campo Entrincheirado de Lisboa da necessidade de desactivar diversos fortes ao longo da barra, como o forte de Sto António do Estoril, para não penalizar as condições do traçado.


"À direita Pedrouços e Algés com os seus "chalets" elegantes e alguns luxuosos, o seu passeio ajardinado, a sua estrada movimentada de peões e veiculos; à esquerda da Torre de Belém, a fortaleza do Bom Sucesso e o Tejo, com os seus barquinhos, a sua praia salpicada de barracas de banhos; além os grandes vapores que entram a larga bacia, mais além os montes do Lazareto sobre os quais se estende o rosário de casa amareladas que são ainda o martírio dos quarentenários.

 

Por sobre a linha atravessam as "passereles" que ligam os dois lados da via para a comunicação das estradas com as praias.

Passada a Ribeira de Algés, por uma pequena ponte temos logo ao Km 1300, a estação deste nome construída em forma de chalet, em frente da casa do Sr. Policarpo dos Anjos".

In Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Espanha, 1889, pp.290 e 291

 

CRONOLOGIA

30.09.1889 - Abertura à exploração pública do troço entre Pedrouços e Cascais.

30.09.1889 - Abertura à exploração pública da 2ª via do troço entre Pedrouços e Caxias.

1.10.1890 - Abertura à exploração pública da 2ª via do troço entre Caxias e Estoril.

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