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Igualmente,
entre Pedrouços e Cascais não foi fácil expropriar
propriedades na posse dos melhores nomes da burguesia oitocentista
portuguesa, como os últimos metros do percurso à chegada
a Cascais, junto do Duque de Palmela.

Foi também necessário convercer os militares do Campo
Entrincheirado de Lisboa da necessidade de desactivar diversos fortes
ao longo da barra, como o forte de Sto António do Estoril,
para não penalizar as condições do traçado. |
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"À
direita Pedrouços e Algés com os seus "chalets"
elegantes e alguns luxuosos, o seu passeio ajardinado, a sua estrada
movimentada de peões e veiculos; à esquerda da Torre
de Belém, a fortaleza do Bom Sucesso e o Tejo, com os seus
barquinhos, a sua praia salpicada de barracas de banhos; além
os grandes vapores que entram a larga bacia, mais além os
montes do Lazareto sobre os quais se estende o rosário de
casa amareladas que são ainda o martírio dos quarentenários.
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Por sobre
a linha atravessam as "passereles" que ligam os dois lados
da via para a comunicação das estradas com as praias.
Passada a Ribeira de Algés, por uma pequena ponte temos logo
ao Km 1300, a estação deste nome construída
em forma de chalet, em frente da casa do Sr. Policarpo dos Anjos".
In Gazeta
dos Caminhos de Ferro de Portugal e Espanha, 1889, pp.290 e 291
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