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As linhas
suburbanas, pensadas desde muito cedo, só numa segunda fase
da construção (nos anos 80) arrancaram. Não
havendo expectativas de tráfego que justificasse o investimento,
os projectos de concessão (sem subvenção do
Estado) acabaram por se envolver na recuperação de
terrenos ganhos ao Tejo como um dos pontos importantes do programa
de capitalização.
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No caso do
Ramal de Cascais, a Comp. Real assumiu a recuperação
dos terrenos entre Pedrouços e Alcântara, os célebres
"terrenos do Tejo", que constituiram a caução
junto dos credores obrigacionistas franceses, na falência
da Comp. ocorrida em plena crise de 1892.

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"Este
porto, formado, pois, no estuário do Tejo, estende-se por
um espaço de 25 km, apresentando a largura de 2150 metros
entre o arsenal da marinha e o pontal de Cacilhas, largura que conserva
sensivelmente até à foz, alargando para montante,
atingindo a de 6600 metros acima de Cacilhas."(...)
In: Os Portos Marítimos de Portugal e Ilhas Adjacentes, Adolfo
Loureiro, vol.III, parteI, Lisboa, Imprensa Nacional, 1906, pp51-54
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