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Os transportes e o porto de Lisboa
           


As linhas suburbanas, pensadas desde muito cedo, só numa segunda fase da construção (nos anos 80) arrancaram. Não havendo expectativas de tráfego que justificasse o investimento, os projectos de concessão (sem subvenção do Estado) acabaram por se envolver na recuperação de terrenos ganhos ao Tejo como um dos pontos importantes do programa de capitalização.

No caso do Ramal de Cascais, a Comp. Real assumiu a recuperação dos terrenos entre Pedrouços e Alcântara, os célebres "terrenos do Tejo", que constituiram a caução junto dos credores obrigacionistas franceses, na falência da Comp. ocorrida em plena crise de 1892.



"Este porto, formado, pois, no estuário do Tejo, estende-se por um espaço de 25 km, apresentando a largura de 2150 metros entre o arsenal da marinha e o pontal de Cacilhas, largura que conserva sensivelmente até à foz, alargando para montante, atingindo a de 6600 metros acima de Cacilhas."(...)

In: Os Portos Marítimos de Portugal e Ilhas Adjacentes, Adolfo Loureiro, vol.III, parteI, Lisboa, Imprensa Nacional, 1906, pp51-54

 

CRONOLOGIA

29.08.1887 - Parecer da Junta Consultiva de Obras Públicas e Minas sobre o projecto da secção do caminho de ferro de Santa Apolónia e Cascais, compreendida entre Belém e Cascais, apresentado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

02.09.1887 - Contrato entre a CRCFP e a Empresa Hersent para a execução da plataforma do caminho de ferro entre o caneiro de Alcântara e Belém.

12.09.1887 - Portaria que aprova com condições, o projecto da secção do caminho de ferro de Santa Apoónia e Cascais, compreendida entre Belém e Cascais, apresentado pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

15.12.1887 - Contrato entre a CRCFP e a Empresa Hersent para execução da cobertura do caneiro de Alcântara.

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