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O T.I.O (Teatro Independente de Oeiras) tem apenas 13 anos,
mas continua a dar provas e a somar pontos.
Com 24 produções apresentadas, incluindo seis peças infantis,
quatro das quais feitas em menos de três anos num projecto
intitulado " o teatro vai à escola ", projecto esse que tem
por objectivo alcançar as bases levando o teatro ao público
mais novo e dessa forma despertar e desenvolver o interesse
por esta arte.
O T.I.O tem percorrido todo o nosso Portugal bem chegadinho
a Espanha, até ao baixo Alentejo, levando cor, música e fantasia
aos milhares de crianças que os aplaudem.
A peça de teatro começa com a personagem Joana a brincar
com uma boneca antes de se ir deitar. Entretanto, aparecem
mais duas personagens,a avó e a neta, esta pede à avó para
lhe contar uma história, antes de ir dormir.
A história começa: "Era uma vez uma menina...", enquanto
isso a casa de Joana está a ser assaltada por dois Gnomos,
Alfredo e Baltazar, acordando ela sobressaltada e assustando-se
também Alfredo e Baltazar.
Depois de todos estarem calmos, Joana pergunta aos Gnomos
porque é que eles estão a assaltar a sua casa, ao que estes
respondem, dizendo que os pais de Joana construiram a casa
em cima do rio que abastece a floresta, prejudicando os Gnomos
e outros seres da floresta.
Alfredo e Baltazar pedem para Joana destruir a sua casa,
ela, desesperada, pergunta aos Gnomos para onde irá viver.
Baltazar diz-lhe para ela ir viver com eles, embora Alfredo
questione o facto de ela não ser um Gnomo, porque para Joana
ser um Gnomo teria que saber cozinhar, fazer magia e ter um
coração puro.
Baltazar pergunta-lhe se sabe cozinhar e esta responde que
sim, ele pergunta se sabe fazer magia e Joana diz que pode
aprender. Por último, o Gnomo pregunta se ela tem o coração
puro.
Joana, pensativa, diz não saber, dado o facto de ter construído
a casa em cima do rio, e vai explicando aos Gnomos a sua vida
na cidade, dando-lhes uma lição de reciclagem.
Explicou que existem vários ecopontos e a sua selecção. Existindo
um contentor Azul, Verde, Amarelo e o Orgânico. No Azul deita-se
Papel e Cartão, no Verde o Vidro, no Amarelo o Plástico e
no Orgânico os resíduos domésticos. Aparece, então, a sexta
personagem, a Fada do Amor, e Joana e os Gnomos pedem à fada
para dar a Joana um coração puro, embora Joana tenha de repetir
com convicção várias vezes que queria ter um coração puro.
Ao fim de várias repetições ganha um coração puro e transforma-se
em Gnomo, para a alegria de todos. E a cena termina com Joana
transformada em Gnomo.
O cenário é muito rico, tem como fundo uma floresta e um
rio a passar no meio, o famoso riacho, o enredo da história.
É à volta deste riacho que se desenrola a história, começando
por pôr em prática actos tão fundamentais como a reciclagem,
a bondade e humildade do ser humano e por vezes a sua possível
transformação para construir um mundo melhor.
A peça de teatro é constituída por cinco actores, todos eles
muito jovens, com muita garra, o que é exigido da juventude,
que mostraram ao público que mesmo sendo eles uma companhia
de teatro amador podem divertir tanto ou mais o público que
assiste à sua peça, começando por transmitir alegria, força
e dinamismo, maneiras próprias de trabalhar de maneira a satisfazer
o público, fazendo-o voltar a assistir mais vezes ás suas
peças.
Luís Conde personagem desempenhada pelo Gnomo Alfredo, tem
25 anos, está a trabalhar no Teatro Independente de Oeiras
há três anos, gosta muito de fazer comédia e diz que esta
peça, foi muito trabalhosa, mas que lhe deu muito prazer.
Rita Crespo, vinte anos, desempenha a personagem de neta,
está a trabalhar há oito meses na companhia, e diz que foi
uma grande oportunidade para ela continuar no T.I.O. Luís
Viegas, 24 anos, está no T.I.O há três anos, desempenha a
personagem de Gnomo Baltazar, diz que foi um trabalho muito
divertido, muito bom, tratou do guarda- roupa e da produção
do espectáculo, e que vai continuar no T.I.O.
Rita Machado, 17 anos, desempenha o papel de Fada e Avó,
que para ela foi uma estreia, pretende continuar no T.I.O.
Está a estudar comunicação empresarial. Joana Oliveira, 14
anos, para ela também foi uma estreia, pretende continuar
no T.I.O e quer ser advogada ou realizadora. Objectivos para
Carlos d' Almeida Ribeiro, director da companhia de Teatro
de Oeiras: "começar a trabalhar no T.I.O (Teatro Independente
de Oeiras), realizando colóquios, musica e festivais; esta
companhia de teatro foi privada de trabalhar na sua casa durante
os treze anos de vida, agora com a ajuda da Câmara Municipal
de Oeiras ,o sonho já pode ser uma realidade, pois está a
ser construído um auditório em Oeiras onde se irá disfrutar
de muitos trabalhos culturais realizados por esta companhia
de teatro. Têm como projecto levar à cena, em Novembro, "A
dama do Maxims".
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