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OEIRAS CONTINUA EM CRESCENDO
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Após mais de vinte anos em lugares de chefia na administração pública, dos quais cinco, como vereadora na Câmara de Oeiras, Teresa Zambujo viu-se, por força da saída para o Governo, do considerado autarca modelo, Isaltino de Morais, à frente do município oeirense.

Foi uma entrada "com o comboio em andamento", após cinco meses como vice-presidente, que encarou como mais um desafio, que após um ano, considera estar a ser ganho.

Embora com a experiência entretanto adquirida como vereadora, não deve ter sido fácil ocupar um lugar que há dezasseis anos pertencia a um carismático autarca e as comparações são inevitáveis por parte dos munícipes.

"Cada pessoa tem o seu estilo e no caso basta sermos de sexos opostos para que haja logo uma grande diferença", começou por afirmar a autarca , que não deixou de referir que o futuro tinha sido pensado no início do mandato por uma equipa e que a sua acção se tem pautado no sentido de que a turbulência da passagem de testemunho fosse a menor possível e que o espírito de ousadia existente se mantivesse.

"Estou consciente que substituir ou suceder, após dezasseis anos de muita obra, ao dr. Isaltino é uma tarefa difícil, primeiro porque não podemos deixar abrandar o ritmo imposto e depois porque os tempos complicaram-se economicamente para as autarquias, mas estamos a fazer tudo para manter o mesmo desenvolvimento e consequentemente manter o bem estar dos munícipes", afirmou com espírito optimista.

Independentemente da diferença de sexos, como marca da diferença, Teresa Zambujo refere que foi necessário reflectir mais sobre a estrutura e orgânicas internas e abrandar em termos de exterior.

"Olhamos para dentro para que a qualidade do serviço prestado seja a melhor, com a participação e envolvência de todos os trabalhadores".

Explicada a evolução da actuação do executivo a que preside, foi tempo de serem abordadas questões mais concretas, nomeadamente a alteração da definição de concelho rural, que Oeiras sempre teve, para um espaço onde o betão passou a imperar.

"Afirmo que não houve invasão de betão, embora tenha havido muitas tentativas. Temos tido o cuidado de controlar o crescimento urbanístico e demográfico" e continuou caracterizando o concelho como sendo misto, mantendo a sua ruralidade nas grandes quintas, mais longe do litoral, onde a agricultura era fonte de riqueza e que o município está a adquirir algumas, por serem símbolos do concelho, e que se destinam ao usufruto dos oeirenses.

O Ambiente tem sido uma área onde o conflito entre autarcas e munícipes tem sido mais generalizado nos últimos anos e Oeiras não escapa, mas, para a edil, a principal preocupação foi e é que o concelho seja autosuficiente em água e para isso houve que criar um programa para que fossem constituídas reservas estratégicas, do qual apenas falta concretizar, como grande obra, o reservatório a instalar no Alto de Boronhos/Carnaxide, a iniciar em 2004, com fim previsto para 2006 .

"Tirar os esgotos directos das nossas ribeiras é um trabalho muito difícil e meticuloso, mas por vezes o que vem de outros concelhos, situados a montante, inviabiliza o nosso esforço" lamenta-se, consciente que o trabalho em articulação com as outras autarquias é indispensável, para que não se perca mais tempo e dinheiro a resolver esta chaga do meio ambiente.

Falando de ribeiras, quisemos saber o porquê do abandono do espaço adjacente à Ribeira do Jamor, zona privilegiada, desde sempre apontada como o local ideal para um complexo desportivo, mas cujo projecto diz a autarca não estar esquecido, aproveitando para relembrar que aquele local não é gerido pela Câmara , e julga saber que o ministro da tutela, António Arnaut, está empenhado em aplicar os projectos existentes, sempre com a colaboração da autarquia.

Divulgou que está em fase adiantada de análise o projecto das acessibilidades a uma zona situada no triângulo Queluz, Tercena, Barcarena, para aí instalar o novo complexo de ténis, que substituirá o do Jamor.

Teresa Zambujo mostrou ainda a sua grande preocupação sobre a questão de depósito dos resíduos sólidos concelhios, tendo em conta que a lixeira de Vila Fria e o aterro de Trajouce estão em fase de selagem e ser urgente encontrar alternativas . O Programa Especial de Realojamento-PER foi exemplar, segundo as palavras da presidente da Câmara, pois as últimas de 5.000 chaves foram entregues no passado mês de Dezembro," mas a intervenção não finda aqui, é necessário acompanhar as famílias, pelo menos durante quatro anos após a entrega das chaves, para que a integração seja bem sucedida", esclareceu, e explicou que existem bairros onde a estabilização social ainda não foi conseguida, como o Bairro dos Navegadores, que embora com equipamentos modelares, tem deficiências nas acessibilidades que permitam uma maior permeabilidade do local.

Oeiras sofreu até há alguns anos atrás por ser um espaço intermédio entre Lisboa e Cascais, sendo considerado um dormitório e ponto de passagem, mas " hoje isso já não é verdade, Oeiras tem vida própria" porque conseguiu criar espaços que a transformaram em território atractivo, nomeadamente nos Parques Empresariais bem conhecidos, como Lagoas Parque, Quinta da Fonte e o primeiro, o Tagus Parque, ideia arrojada, que foi concretizada contra muitas acções detractoras, mas que se impôs, muito pelo prestígio do autarca Isaltino de Morais.

"Esta opção pela terciarização avançada e serviços de nível superior é a nossa opção, porque não queremos industrias poluentes" e a autarca indicou que ainda há muitos espaços e edifícios com qualidade, servidos por altas tecnologias,em meio envolvente apetecível, para que seja possível imprimir qualidade na oferta, que é a tónica do municipio para este século.

Ainda não há muito tempo, os comerciantes de Oeiras demonstraram o seu desagrado pelo facto de existirem no concelho muitas superfícies comerciais, o que lhes era prejudicial, agravado pelo facto de a Câmara não criar condições para que tal não aconteça.

A autarca mostrou-se sensibilizada, referindo que os núcleos mais antigos nomeadamente de Oeiras, Algés e Paço de Arcos são zonas históricas muito difíceis, sem boas acessibilidades e sem espaços de estacionamento próximos, mas que por seu lado, os comerciantes têm que fazer um esforço de modernização, para atrair não só o vizinho, mas outros consumidores que normalmente são atraídos por outros espaços. Em Novembro vai realizar-se em Oeiras um encontro da Associação de Municípios com Centros Históricos, e nessa altura, prometeu a presidente, serão inauguradas um conjunto de intervenções, nas ruas circundantes do Largo 5 de Outubro e no próprio largo, para facilitar a circulação das pessoas, para que possam sentir-se bem naqueles locais.

Mas o executivo camarário quer ir mais longe nesta matéria e está a comprar edifícios deteriorados, para após a sua requalificação torná-los acessíveis à habitação jovem, criando animação, criando novos consumidores, com as zonas de parqueamento possíveis, minimizando os conflitos de gerações, o que a par da modernização dos estabelecimentos, através de programas de financiamento disponíveis, vai proporcionar melhores oportunidades de negócio.

"Estamos muito mal o que não é normal em Oeiras", afirmou a autarca, referindo-se ao panorama concelhio na área da Saúde. As estruturas existentes são Centros de Saúde localizados em Oeiras e Carnaxide, com duas extensões cada, respectivamente em Paço de Arcos e Barcarena e Algés e Dafundo.

"Paço de Arcos está em péssimo estado", adiantando que aguardam o fim do processo burocrático do Ministério da Saúde para , sendo a Câmara a dona da obra, iniciar o mais breve possível a construção de um novo espaço, que irá durar dois anos a concretizar.

Quanto a Barcarena, a última intervenção melhorou e aumentou as condições,mas já existe terreno para a construção de novas instalações. Algés precisa de uma nova extensão, embora com prioridade mais alargada, enquanto que no Dafundo está a decorrer o concurso público para a adaptação das antigas instalações dos bombeiros, cujas obras se prevêem concluídas no fim de 2004.

Finalmente, em Queijas, já está escolhido o terreno onde será construido um Centro de Saúde, cuja concretização está dependente das disponibilidades financeiras do Ministério.























































































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